(Aqui gosta-se de Pearl Jam)

segunda-feira, 27 de dezembro de 2010

são 2, 3 da manhã, contas estórias como se não houvesse amanhã, fabricas pensamentos em série... tornas-te peça imóvel deste jogo ainda inacabado.
pensas como se pensará no futuro mas ages como agiste ontem, sentes em ti o medo de nunca mais jogar e corres por onde as estórias te levam, sítios cercados de inveja, violência e terror. - são esses os sítios de que falam por aí, com mitos infinitos que hoje se tornaram o banal para a tão gloriosa e sucedida sociedade.
eu dou-lhe outro nome: suicida. tal como tu, essa tendência para a ironia extrema de que tanto falas, o teu prazer em contar o que vês, da maneira que vês... arrepia.
começa a amanhecer, trocas o primeiro olhar com o tão inesperado "amanhã" que te convenceste que não ia nunca chegar a ti. e agora?
agora chega de estórias.

essas vozes de que tanto falas? era eu a chamar-te. é humano fingir-se que algo está certo quando na realidade nada realmente o está, tudo isso parece fácil mas hoje desisti.
sabes, não és imortal.

quarta-feira, 22 de dezembro de 2010

in the wild

ahhh o campo. estes 4 dias rodeado dele caíram maravilhosamente bem. dormir ao relento só com um saco-cama. amigos. uma fogueira.
acordar as 3.30 da manhã contrariada para andar 25km. parece loucura, é loucura. mas depois de bem desperta até valeu a pena ser louca.
(há que ter o espírito.)
ahhh acampar...

...adoro acampar.

e agora tenho 0 de vontade de voltar à civilizaçãooo

terça-feira, 14 de dezembro de 2010

aquele bichinho...

...que fica na cabeça durante tanto tempo, a alimentar-se de esperanças para crescer cada dia um pouco mais, tornando-se cada vez mais forte lá dentro, naquele espacinho tão pequeno, até que o alcanças e uma vez mais percebes que foi bom sonhar. Prometes a ti próprio fazer melhor para a próxima e abanas a cabeça enquanto te julgas pelo que não fizeste antes.

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Analisaste muito bem a situação (demasiado bem), de todas as maneiras possíveis, sejam elas aceitáveis, sejam elas absurdas e percebeste que tiravas sempre a mesma conclusão: A culpa é da tua mente que está ensinada a ser-te sempre leal, independentemente do que o bom senso comum disser, o que inconscientemente te vai convencer de que tens sempre a razão do teu lado.

Deixa estar, para a próxima vai ser igual. (o cenário é que deve mudar).

é assim, o bicho põe-te louco.

quinta-feira, 9 de dezembro de 2010

Hidden Track

She said to me, over the phone
She wanted to see other people
I thought, "well then, look around, they're everywhere"
Said that she was confused...
I thought, "Darling, join the club"
24 years old, mid-life crisis
Nowadays hits you when you're young
I hung up, she called back, I hung up again
The process had already started
At least it happened quick
I swear, I died inside that night
My friend, he called
I didn't mention a thing
The last thing he said was, "be sound"
Sound...
I contemplated an awful thing, I hate to admit
I just thought those would be such appropriate last words
But I'm still here
And small
So small… how could this struggle seem so big?
So big…
While the palms in the breeze still blow green
And the waves in the sea still absolute blue
But the horror
Every single thing I see is a reminder of her
Never thought I'd curse the day I met her
And since she's gone and wouldn't hear
Who would care? what good would that do?
But I'm still here
So I imagine in a month...or 12
I'll be somewhere having a drink
Laughing at a stupid joke
Or just another stupid thing
And I can see myself stopping short
Drifting out of the present
Sucked by the undertow and pulled out deep
And there I am, standing
Wet grass and white headstones all in rows
And in the distance there's one, off on its own
So I stop, kneel
My new home...
And I picture a sober awakening, a re-entry into this little bar scene
Sip my drink till the ice hits my lip
Order another round
And that's it for now
Sorry
Never been too good at happy endings...

terça-feira, 7 de dezembro de 2010

Hoje vou começar a concentrar-me no que realmente me interessa: puzzles. Não aqueles puzzles comprados com um limite de peças (menos 2 ou 3, porque eu perco sempre 2 ou 3 peças em 1000), mas aqueles puzzles de peças chamadas palavras e imagens de fundo chamadas textos. São puzzles com um objectivo diferente. São textos sem objectivo nenhum. São palavras encaixadas à toa que quase sempre formam textos... Ou melhor, elas formam sempre textos, e quase sempre com sentido, independentemente de fazerem sentido para quem os lê ou não.
Por exemplo, hoje fiz um puzzle de 126 palavras e em vez de gastar um mês a tentar montar pecinhas, chegar ao final e perceber que perdi 3, gastei uns minutos e não perdi nenhuma palavra ao tentar montá-lo... acho eu.